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Vivo para viver ou para morrer?

08/06/2012

Conta uma antiga lenda que um pescador esquimó ia todo sábado à tarde à cidade. Sempre levava consigo seus dois cachorros, um branco e um preto. Ele os tinha ensinado a lutar quando ele ordenasse. Cada sábado, na praça da cidade, o povo se ajuntava e o pescador fazia apostas, enquanto os dois cachorros brigavam. Às vezes, ganhava o cachorro branco; às vezes, o preto – mas, o pescador sempre ganhava as apostas! Seus amigos começaram a perguntar-lhe como ele fazia isto. Ele disse: – Eu deixo um passar fome durante a semana, e só dou comida para o que eu quero que ganhe. O cachorro que está bem alimentado ganhará porque está mais forte.

 

Dentro do nosso psiquismo há duas entidades em contínua luta entre si, foram chamadas por Sigmund Freud de pulsão de vida e pulsão de morte. Essas pulsões podem ser compreendidas como aspectos construtivos e destrutivos de nossa mente. São aquelas tendências que nos puxam para coisas boas e outras vezes para coisas más.

 

Os aspectos construtivos são aqueles que nos impulsionam a vida, ao crescimento, ao desenvolvimento. Aquela força que não deixa desistir, que nos faz enxergar o melhor apesar das circunstâncias. Aquela voz interna tão chamada de sexto sentido. Tudo isto significa a pulsão de vida. Ou seja, são forças internas que nos levam a ficar vivos, vivo para trabalhar, se relacionar, agir, não reagir, falar ou silenciar, conquistar e assim por diante.

 

Mas há também a pulsão de morte, que são nossos aspectos destrutivos, que nos colocam para baixo, enxerga somente o pior, não consegue ter esperança, nos colocam em situações de risco. Que deixa a vista mais as impulsividades que a reflexão, é o fazer e depois pensar.

 

Todos temos esses dois lados atuantes e em conflito. Tenho uma amiga que chama este lado mais perigoso de uma nuvem negra particular. Se não ficamos atento este lado se sobrepõem e sem perceber colocamos nossa vida a perder.

 

Quem já não viveu ou ao menos assistiu alguém que estava indo super bem em algo dar uma mancada que pôs tudo a perder? Um namoro que tinha tudo para dar certo e não vai pra frente. Uma oportunidade de trabalho que não é aproveitada. Um estar belo e sujar a roupa sem nem entender como. Beber demais. Beber e depois dirigir. Fumar muito. Dirigir em alta velocidade. São alguns exemplos, que como pode perceber podem aparecer em coisas grandes ou pequenas, em situações sérias e nas mais banais.

 

Plínio do Amaral Neto (psicanalista) escreveu um texto (O amigo da onça: algumas reflexões a propósito da relação entre o princípio de prazer, a vida e a morte) em que defende que temos um amigo da onça interno. Uma “vozinha” que nos sugere experiências que cabe nos perguntar é conselho de amigo ou de amigo da onça?

 

Parece lógico pensar que somos amigos de nós mesmos, contudo nem sempre é assim, muitas vezes nos colocamos em enroscadas bruscas, “metemos os pés pelas mãos”, e por decisões / atos nossos, que não tem como culpar outra pessoa a não ser nós mesmos.

 

Culpamos então a cabeça quente, o impulso. Sem parar para avaliar que tendência é esta que nos complica na vida. E esta tendência se chama aspectos destrutivos da mente, ou pulsão de morte.

 

Alguns exemplos: na hora de acordar para ir ao trabalho, que vontade de permancer na cama nos invade não é mesmo? A pulsão de vida nos diz vá, vale a pena. A de morte: fique é só uma falta. Outro exemplo: numa briga com a pessoa amada, a pulsão de vida grita não desista, enquanto a de morte diz: chega, jogue tudo pro alto. Mais um exemplo: uma relação desgastada, que te faz sofrer, que não há mais o porque se manter juntos, mas não consegue terminar? Pode ser a pulsão de morte que te impede de viver o novo.

 

Entender que aspectos estão me mantendo ou me afastando de uma situação é importantíssimo, pois como lobo em pele de cordeiro, muitas vezes o que parece bom pode nos levar a muito sofrimento.

 

Quando o lado mais destrutivo esta em ação se faz necessário buscar ajuda, pois podemos, sem nem nos dar conta, ir em direção a morte. Ter comportamentos suicidas, que as vezes não nos mata fisicamente mas acaba com um relacionamento, com um emprego, com um orçamento, enfim com sua vida. Começar tudo de novo é uma opção (e as vezes uma necessidade!) mas será que é necessário chegar a este ponto? Qual cachorro você alimentará mais?




 

Fernanda Rossi

Psicóloga: CRP 08/9960

E-mail: ferrossibergamo@gmail.com

         



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