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Assistência de Enfermagem ao Paciente Oncológico



A assistência ao paciente oncológico dá mostras de sua complexidade, pois, é necessário envolver considerações de múltiplos aspectos, tais como: físicos, psicológicos, sociais, culturais, espirituais e econômicos, além de preconceitos e tabus existentes em relação à palavra câncer, que para muitos vem carregada de maldição e morte.

É comum nos pacientes que recebem este diagnóstico, surgirem diversos sentimentos de difícil elaboração como: ansiedade, raiva, medo, angústia, culpa e depressão, os quais são permeados pela incerteza e insegurança de futuro. A família do paciente também vivência este momento com um sentimento de choque, incerteza e impotência. Nessa perspectiva, precisa ser empreendida uma visão holística e multidisciplinar, buscando compreendê-los (paciente e família) em suas reações para proporcionar uma abordagem profissional humanizada e solidária, geradora não só de saúde, mas, principalmente, de vida com qualidade.

Então, o paciente oncológico deve ser considerado como um indivíduo total, e não compartimentalizado em sistemas orgânicos. A mente e o corpo não podem ser considerados dissociadamente, pois, a mente e o corpo são inseparáveis. É necessário que os profissionais de enfermagem estejam preparados para oferecer uma assistência com compromisso, sensibilidade e solidariedade, pois os profissionais da enfermagem são os que estão em contato direto com o paciente e sua família. Não é suficiente apenas o conhecimento técnico cientifico, é fundamental que haja empatia no cuidado, buscando compreender quais são os medos, fragilidades, inseguranças e inquietações do doente, buscando um cuidar harmônico em todos os aspectos no contexto do paciente.

Desta maneira, direcionando o cuidado ao paciente em sua totalidade e não somente a doença, a assistência chegará a sua eficácia. Associar ao cuidado tecnicista uma cultura de relacionamento enfermagem - doente - família acaba por fortalecer a confiança na relação comunicação. Com isso, ocorrerá uma troca de informações em que o doente e sua família se beneficiaram aprendendo sobre a doença, como buscar apoio e qualidade de vida em relação à enfermidade. E o profissional de enfermagem se beneficiará dessa interação, no sentido de que através das informações obtidas do paciente e da família relacionados aos seus sentimentos, crenças e perspectiva de vida, farão parte de uma gama de informações que proporcionarão mais facilidade para exercer uma assistência de enfermagem mais individualizada àqueles que sofrem com o câncer.

Portanto os profissionais da enfermagem têm o grande desafio de aprender a olhar o paciente de maneira holística, realizando uma assistência menos tecnicista e mais digna, fundamentada nos princípios da humanização. Sempre no sentido de proporcionar conforto, aliviar angústias e sofrimentos do paciente e sua família, oferecendo uma assistência com dignidade e respeito à integralidade do paciente.

É necessário que a equipe de enfermagem reconheça a importância do fazer-se presente em atender todas as necessidades do paciente de acordo com sua cultura e religiosidade. Desenvolvendo um ambiente de acolhimento e confiança, no sentido de minimizar a dor e o sofrimento, melhorando a qualidade de vida tanto do paciente como de sua família.



Enfª Raquel Lima De Brida
Coren/Pr 178859



 
 
 















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